segunda-feira, 29 de abril de 2019

Como Catequizar seus Filhos em Casa

Curso: Como Catequizar seus Filhos em Casa

Curso COMO CATEQUIZAR SEUS FILHOS EM CASA. Um curso desenvolvido para ajudar pais, mães, padrinhos e madrinhas a cumprirem bem suas responsabilidades assumidas perante a Igreja de manter seus filhos e afilhados no caminho da fé.

Rafael e Aline Brodbeck
Casal católico e gaúcho, pais de quatro filhos, tentando ajudar as famílias e seus lares com a luz do Evangelho. Saiba mais clicando aqui.


Formato do Curso: Site de Membros, Serviços de Assinatura

Este é um produto digital com aulas de vídeo e apostilas em PDF, você receberá os dados para acessá-lo via internet. Veja o preço mais abaixo.

CURSO: COMO CATEQUIZAR SEUS FILHOS EM CASA

Nosso curso ajudará você, pai, mãe, padrinho e madrinha, ou mesmo que ainda não tenha filhos ou afilhadas e nem mesmo seja casado, as melhores formas de ajudar uma criança a ter uma excelente formação doutrinária católica NO LAR, seja por uma preparação exclusiva para a Primeira Comunhão, seja como complementação ao curso de catequese da sua paróquia ou movimento, ou até como um curso permanente de perseverança na fé.

Veja abaixo como este curso está preparado especialmente para você. Dúvidas? Continue lendo este artigo que vou te ajudar a esclarecer suas dúvidas.

Oito aulas:

Aula 01: Apresentação
Aula 02: A função dos pais como catequistas e o propósito da catequese no lar
Aula 03: Princípios pedagógicos aplicados à catequese no lar
Aula 04: Os temperamentos e como isso influencia no aprendizado da criança
Aula 05: Respeitando a maturidade da criança, mas incentivando-a a ir além
Aula 06: Como preparar um bom plano de aula
Aula 07: O conteúdo do livro de catequese e como tirar maior proveito dele
Aula 08: Preparando seus filhos para se confessar e comungar
MAIS: DUAS AULAS BÔNUS e UM E-BOOK em PDF

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Dúvidas? Esse curso é para mim?Como catequizar seus filhos em casa.
A responsabilidade dos pais na transmissão da fé cristã às crianças é primordial. Faz parte dos votos matrimoniais. É uma obrigação espiritual, teológica, moral e canônica.

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SOBRE OS AUTORES DO CURSO COMO CATEQUIZAR SEUS FILHOS EM CASA

Eu, Aline, tenho com mais de dez anos de experiência em educação infantil, e meu marido Rafael  é profundo conhecedor da doutrina da Igreja e estudioso dos temas da Igreja desde 1994, fundador e diretor-geral do Salvem a Liturgia, e foi membro por muitos anos da equipe do melhor site de apologética em língua portuguesa, o Veritatis Splendor, além de ter artigos publicados no site oficial da Congregação para o Clero, no Vaticano, e ser autor de vários livros religiosos recomendados por grandes Bispos. Ou seja, nós dois juntos temos experiência e condições de ajudar você a preparar uma série excelente de aulas para a catequese doméstica dos seus filhos.

O Rafael e eu somos casados desde 2008 e já temos quatro filhos. Ensinamos os rudimentos da fé católica a todos eles, e a mais velha, Maria Antônia, com cinco anos, já está sendo formalmente catequizada justamente com esse método que iremos propor no curso.

Como temos custos e estudamos para dar esse curso, que fizemos com muito amor e carinho para nossos queridos leitores, cobramos uma taxa que ajudará na manutenção de nosso apostolado. Manter um blog custa dinheiro, e comprar os livros necessários para repassar o conteúdo para vocês também. O tempo gasto na preparação das aulas também é algo a se considerar.

Se você tivesse que aprender por si só e comprar todos os materiais que estão em nossa biblioteca, gastaria anos estudando e se formando e teria que investir muito dinheiro. Todavia, estamos facilitando as coisas para você, pois entendemos que nosso trabalho é um apostolado, uma ajuda.

E um excelente curso em várias aulas em vídeo, capacitando você a ser um exímio catequista dos seus filhos, entendendo o que deverá abordar, sairá por muito menos do que você imagina.

Considere não como um pagamento ou um gasto, MAS COMO UM INVESTIMENTO na formação espiritual e doutrinária de seus filhos.

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quarta-feira, 10 de abril de 2019

A SEMANA SANTA: Símbolos e Significados

A Semana Santa




A Igreja propõe aos cristãos os sagrados mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição do Filho de Deus, tornado Homem, para no martírio da Cruz e na vitória sobre a morte, oferecer a todos os homens a graça da salvação.

Domingo de Ramos

O Domingo de Ramos dá início à Semana Santa e lembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, aclamado pelos judeus. A Igreja recorda os louvores da multidão cobrindo os caminhos para a passagem de Jesus, com ramos e matos proclamando: “Hosana ao Filho de Davi. Bendito o que vem em nome do Senhor”. (Lc 19, 38; Mt 21, 9). Com esse gesto, portando ramos durante a procissão, os cristãos de hoje manifestam sua fé em Jesus como Rei e Senhor.

Quinta-feira Santa

Celebramos a Instituição do Sacramento da Eucaristia. Jesus, desejoso de deixar aos homens um sinal da sua presença antes de morrer, instituiu a Eucaristia. Na Quinta-feira Santa, destacamos dois grandes acontecimentos:

Bênção dos Santos Óleos

Não se sabe com precisão, como e quando teve início a bênção conjunta dos três óleos litúrgicos. Fora de Roma, esta bênção acontecia em outros dias, como no Domingo de Ramos ou no Sábado de Aleluia. O motivo de se fixar tal celebração na Quinta-feira Santa deve-se ao fato de ser este último dia em que se celebra a missa antes da Vigília Pascal. São abençoados os seguintes óleos:

Óleo do Crisma

Uma mistura de óleo e bálsamo, significando a plenitude do Espírito Santo, revelando que o cristão deve irradiar “o bom perfume de Cristo”. É usado no sacramento da Confirmação (Crisma),quando o cristão é confirmado na graça e no dom do Espírito Santo, para viver como adulto na fé. Este óleo é usado também no sacramento para ungir os “escolhidos” que irão trabalhar no anúncio da Palavra de Deus,conduzindo o povo e santificando-o no ministério dos sacramentos. A cor que representa esse óleo é o branco ouro.

Óleo dos Catecúmenos

Catecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo, sejam adultos ou crianças, antes do rito da água.Este óleo significa a libertação do mal, a força de Deus que penetra no catecúmeno, o liberta e prepara para o nascimento pela água e pelo Espírito. Sua cor é vermelha.

Óleo dos Enfermos

É usado no sacramento dos enfermos, conhecido erroneamente como “extrema unção”. Este óleo significa a força do Espírito de Deus para a provação da doença, para o fortalecimento da pessoa para enfrentar a dor e, inclusive a morte, se for vontade de Deus. Sua cor é roxa.

Instituição da Eucaristia e Cerimônia do Lava-pés

Com a Missa da Ceia do Senhor, celebrada na tarde de quinta-feira, a Igreja dá início ao chamado Tríduo Pascal e comemora a Última Ceia, na qual Jesus Cristo, na noite em que vai ser entregue, ofereceu a Deus Pai o seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou para os Apóstolos para que os tomassem, mandando-lhes também oferecer aos seus sucessores. Nesta missa faz-se, portanto, a memória da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. Durante a missa ocorre a cerimônia do Lava-Pés que lembra o gesto de Jesus na Última Ceia,quando lavou os pés dos seus apóstolos.
O sermão desta missa é conhecido como sermão do Mandato ou do Novo Mandamento e fala sobre a caridade ensinada e recomendada por Jesus Cristo. No final da Missa, faz-se a chamada Procissão do Translado do Santíssimo Sacramento ao altar-mor da igreja para uma capela, onde se tem o costume de fazer a adoração do Santíssimo durante toda a noite.

Sexta-feira Santa

Celebra-se a paixão e morte de Jesus Cristo. O silêncio, o jejum e a oração devem marcar este dia que, ao contrário do que muitos pensam,não deve ser vivido em clima de luto, mas de profundo respeito diante da morte do Senhor que, morrendo, foi vitorioso e trouxe a salvação para todos, ressurgindo para a vida eterna. Às 15 horas, horário em que Jesus foi morto, é celebrada a principal cerimônia do dia: a Paixão do Senhor. Ela consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração da cruz e comunhão eucarística. Depois deste momento não há mais comunhão eucarística até que seja realizada a celebração da Páscoa, no Sábado Santo.

Sábado Santo

No Sábado Santo ou Sábado de Aleluia, a principal celebração é a “Vigília Pascal”.

Vigília Pascal

Inicia-se na noite do Sábado Santo em memória da noite santa da ressurreição gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo. É a chamada “a mãe de todas as santas vigílias”, porque a Igreja mantém-se de vigília à espera da vitória do Senhor sobre a morte. Cinco elementos compõem a liturgia da Vigília Pascal: a bênção do fogo novo e do círio pascal; a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; a liturgia da Palavra, que é uma série de leituras sobre a história da Salvação; a renovação das promessas do Batismo e, por fim, a liturgia eucarística.

Domingo de Páscoa

A palavra “páscoa” vem do hebreu “Peseach” e significa “passagem”. Era vivamente comemorada pelos judeus do Antigo Testamento. A Páscoa que eles comemoram é a passagem do mar Vermelho, que ocorreu muitos anos antes de Cristo, quando Moisés conduziu o povo hebreu para fora do Egito, onde era escravo. Chegando às margens do Mar Vermelho, os judeus, perseguidos pelos exércitos do faraó teriam de atravessá-lo às pressas. Guiado por Deus, Moisés levantou seu bastão e as ondas se abriram, formando duas paredes de água, que ladeavam um corredor enxuto, por onde o povo passou.
Jesus também festejava a Páscoa. Foi o que Ele fez ao cear com seus discípulos. Condenado à morte na cruz e sepultado, ressuscitou três dias após, num domingo, logo depois da Páscoa judaica. A ressurreição de Jesus Cristo é o ponto central e mais importante da fé cristã. Através da sua ressurreição, Jesus prova que a morte não é o fim e que Ele é verdadeiramente o Filho de Deus. O temor dos discípulos em razão da morte de Jesus, na Sexta-feira, transforma-se em esperança e júbilo. É a partir deste momento que eles adquirem força para continuar anunciando a mensagem do Senhor. São celebradas missas festivas durante todo o domingo.

A data da Páscoa

A fixação das festas móveis decorre do cálculo que estabelece o Domingo da Páscoa de cada ano. A Páscoa deve ser celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia que segue o equinócio da primavera, no Hemisfério Norte (21 de março). Se esse dia ocorrer depois do dia 21 de abril, a Páscoa será celebrada no domingo anterior. Se, porém, a lua cheia acontecer no dia 21 de março, sendo domingo, será celebrada dia 25 de abril.
A Páscoa não acontecerá nem antes de 22 de março, nem depois de 25 de abril. Conhecendo-se a data da Páscoa, conheceremos a das outras festas móveis. Domingo de Carnaval – 49 dias antes da Páscoa. Quarta-feira de Cinzas – 46 dias antes da Páscoa. Domingo de Ramos – 7 dias antes da Páscoa. Domingo do Espírito Santo – 49 dias depois.Corpus Christi – 60 dias depois.

Símbolos da Páscoa

Cordeiro: O cordeiro era sacrificado no templo, no primeiro dia da páscoa, como memorial da libertação do Egito, na qual o sangue do cordeiro foi o sinal que livrou os seus primogênitos. Este cordeiro era degolado no templo. Os sacerdotes derramavam seu sangue junto ao altar e a carne era comida na ceia pascal. Aquele cordeiro prefigurava a Cristo, ao qual Paulo chama “nossa páscoa” (1Cor 5, 7).
João Batista, quando está junto ao Rio Jordão em companhia de alguns discípulos e vê Jesus passando, aponta-o em dois dias consecutivos dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jô 1, 29e 36). Isaías o tinha visto também como cordeiro sacrificado por nossos pecados ( Is 53, 7-12). Também o Apocalipse apresenta Cristo como cordeiro sacrificado, agora vivo e glorioso no céu. ( Ap 5,6.12; 13, 8).
Pão e vinho: Na ceia do Senhor, Jesus escolheu o pão e o vinho para dar vazão ao seu amor. Representando o seu corpo e sangue, eles são dados aos seus discípulos para celebrar a vida eterna.
Cruz:  A cruz mistifica todo o significado da Páscoa na ressurreição e também no sofrimento de Cristo. No Conselho de Nicéia, em 325 d.C., Constantino decretou a cruz como símbolo oficial do cristianismo. Símbolo da Páscoa, mas símbolo primordial da fé católica.
Círio Pascal: É uma grande vela que é acesa no fogo novo, no Sábado Santo, logo no início da celebração da Vigília Pascal. Assim como o fogo destrói as trevas, a luz que é Jesus Cristo afugenta toda a treva do erro, da morte, do pecado. É o símbolo de Jesus ressuscitado, a luz dos povos. Após a bênção do fogo acende-se, nele, o Círio. Faz-se a inscrição dos algarismos do ano em curso; depois cravam-se cinco grãos de incenso que lembram as cinco chagas de Jesus, e as letras “alfa” e“ômega”, primeira e última letra do alfabeto grego, que significam o princípio e o fim de todas as coisas.
Sobre a Comunidade Shalom
A Comunidade Católica Shalom é uma Associação Privada Internacional de Fieis, com personalidade jurídica, reconhecida pela Santa Sé com o decreto do dia 22 de fevereiro de 2007, junto ao então Pontifício Conselho para os Leigos (cujas competências e funções são atualmente assumidas pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida). Na mesma data, em 2012, seus estatutos tiveram sua aprovação definitiva.
Acostume-se a visitar este site, pois é rico em informações sobre a Igreja Católica e nossa doutrina, além de fornecer ótimos livros e materiais para evangelização e catequese.Saiba mais: https://www.comshalom.org/

domingo, 3 de fevereiro de 2019

A geração das mulheres “inamoráveis”

Publicação original: https://astrosbr.com/2019/02/02/a-geracao-das-mulheres-inamoraveis/
Uma vez, num bar, ela disse-me: “Neste mundo existem pessoas ‘inamoráveis’, e eu sou uma delas”.


Aquilo intrigou-me durante toda a noite… uma palavra fora do dicionário que ela usava para se descrever, e porquê? 
Observei-a enquanto ela, tímida, finalizava mais um copo de cerveja. Eu estava com ela apenas há quatro horas, quatro horas onde conversamos sobre filosofia, arte, astrologia, cinema e viagens… Quando ela se dirigia ao empregado de balcão, o bar inteiro parava para vê-la…
Ela tinha o seu carro, a sua casa e era do tipo que não dependia de ninguém, então porquê pensar assim? Teria ela se fechado para os relacionamentos?
Ela fez uma cara de entediada e chamou-me para caminhar enquanto fumava um cigarro, até à saída sorriu e cumprimentou toda a gente com aquele jeito danado e brincalhão de menina do mundo…
Aquilo tudo era muito pequeno e raso para ela, concluí eu.
Na rua todos passavam apressados, ela divertia-se com os animais abandonados, abaixou-se e entregou a sua garrafa de água para o morador da rua, explicou o endereço de um bar em alemão para um estrangeiro perdido que agradeceu com um sorriso, comprou chicletes de uma criança e na minha cabeça só ecoava: “inamorável”…
Foram horas a observar aquela mulher, até não me aguentar e voltar ao assunto… Eu queria entender melhor, eu queria uma definição como num dicionário. Então ela pegou na minha mão e puxou-me para um bar onde tocava uma banda de rock, ficou em silêncio por longos 30 minutos a observar tudo, até que disse:
– “Olha ao teu redor, estamos aqui já há algum tempo e durante esse tempo passou por nós uma mulher a chorar porque o seu namorado terminou com ela ontem e hoje já está com outra, pois ele acredita que pessoas são substituíveis… naquela mesa ao fundo estão 10 pessoas e elas não conversam entre si porque estão muito ocupadas com os seus smartphones. Talvez aquela mulher de vermelho seja a mulher da vida do rapaz de azul, mas ele nunca saberá pois é orgulhoso demais para tentar se aproximar dela.
Observa aquele rapaz de pólo no bar, é o terceiro copo de martíni que ele toma enquanto olha para aquela loira, que por sua vez está a tentar chamar a atenção do vocalista da banda que fingirá que ela não existe por causa da ruiva e da morena que ele pega em dias alternados, e ele não pode ficar mal perante as outras.
Olha ao teu redor, não fazemos parte disso, não somos rasos. Não fazemos mesmo parte disso! Entramos sem telefone na mão, na expectativa de encontrar pessoas simpáticas e interessantes, com conversas interessantes, com relações reais e voltamos para casa sozinhos, somos invisíveis num mundo de status onde as pessoas não vão querer-te porque tu moras longe, ou porque não gostam da tua cor de cabelo ou porque tu não curtes os Beatles, acontece tudo tão rápido que as pessoas estão com preguiça de fazer o mínimo de esforço para conhecer realmente alguém.
Eu passo por essa legião de pessoas como um fantasma pois eles estão ocupados demais para ver quem está ao seu redor enquanto procuram alguém no tinder ou em outra qualquer app de encontros.
E eu importo-me? Não mais. Sou inamorável porque não me importo com nada disso. Não me importo com nenhum desse estatuto, não me importo em quanto tempo levo para conquistar a pessoa, se ela realmente vale a pena, não me importo se terei que atravessar a cidade para vê-la quando tiver saudades e não me importo se ela me presentear com um convite para ir ver o show dos Beatles porque é importante para ela mesmo eu detestando a banda. Porque eu sou assim, e se antes era isto que as pessoas procuravam em alguém, hoje em dia somos considerados inamoráveis por acreditarmos no amor e por mantermos o coração e a mente aberta.”
Naquele momento eu entendi-a, e apaixonei-me pelo mundo dela.
Texto de Akasha Lincourt

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

O que a memória ama

“O que a memória ama, fica eterno.”
Texto recebido via WhatsApp. Autora: Fabíola Simões.


Quando eu era pequena, não entendia o choro solto da minha mãe ao assistir a um filme, ouvir uma música ou ler um livro. O que eu não sabia é que minha mãe não chorava pelas coisas visíveis. Ela chorava pela eternidade que vivia dentro dela e que eu, na minha meninice, era incapaz de compreender. O tempo passou e hoje me emociono diante das mesmas coisas, tocada por pequenos milagres do cotidiano.

É que a memória é contrária ao tempo. Enquanto o tempo leva a vida embora como vento, a memória traz de volta o que realmente importa, eternizando momentos. Crianças têm o tempo a seu favor e a memória ainda é muito recente. Para elas, um filme é só um filme; uma melodia, só uma melodia. Ignoram o quanto a infância é impregnada de eternidade.

Diante do tempo envelhecemos, nossos filhos crescem, muita gente parte. Porém, para a memória ainda somos jovens, atletas, amantes insaciáveis. Nossos filhos são crianças, nossos amigos estão perto, nossos pais ainda vivem.

A frase do título é de Adélia Prado: "O que a memória ama, fica eterno". Quanto mais vivemos, mais eternidades criamos dentro da gente. Quando nos damos conta nossos baús secretos – porque a memória é dada a segredos – estão recheados daquilo que amamos, do que deixou saudade, do que doeu além da conta, do que permaneceu além do tempo.

A capacidade de se emocionar vem daí: quando nossos compartimentos são escancarados de alguma maneira. Um dia você liga o rádio do carro e toca uma música qualquer, ninguém nota, mas aquela música já fez parte de você – foi o fundo musical de um amor, ou a trilha sonora de uma fossa – e mesmo que tenham se passado anos, sua memória afetiva não obedece a calendários, não caminha com as estações; alguma parte de você volta no tempo e lembra aquela pessoa, aquele momento, àquela época...

Amigos verdadeiros têm a capacidade de se eternizar dentro da gente. É comum ver amigos da juventude se reencontrando depois de anos – já adultos ou até idosos – e voltando a se comportar como adolescentes bobos e imaturos. Encontros de turma são especiais por isso, resgatam as pessoas que fomos, garotos cheios de alegria, engraçadinhos, capazes de atitudes infantis e debiloides, como éramos há 20 ou 30 anos. Descobrimos que o tempo não passa para a memória. Ela eterniza amigos, brincadeiras, apelidos... mesmo que por fora restem cabelos brancos, artroses e rugas.

A memória não permite que sejamos adultos perto de nossos pais. Nem eles percebem que crescemos. Seremos sempre "as crianças", não importa se já temos 30, 40 ou 50 anos. Pra eles a lembrança da casa cheia, das brigas entre irmãos, das estórias contadas ao cair da noite... ainda são muito recentes, pois a memória amou, e aquilo se eternizou.

Por isso é tão difícil despedir-se de um amor ou alguém especial que por algum motivo deixou de fazer parte de nossas vidas. Dizem que o tempo cura tudo, mas não é simples assim. Ele acalma os sentidos, apara as arestas, coloca um band-aid na dor. Mas aquilo que amamos tem vocação para emergir das profundezas, romper os cadeados e assombrar de vez em quando. Somos a soma de nossos afetos, e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.

Do mesmo modo, somos memórias vivas na vida de nossos filhos, cônjuges, ex-amores, amigos, irmãos. E mesmo que o tempo nos leve daqui seremos eternamente lembrados por aqueles que um dia nos amaram.

Tarde de Domingo no Sertão


Linda tarde de domingo...
Nada a fazer...
Estou de passagem por uma pequena cidade, longe de casa, no sertão do Brasil...

Já percorri todas as quatro ruas da Vila...
Vi o povo simples e feliz conversando com os vizinhos embaixo de frondosas árvores...

Um vento suave sopra à noroeste amenizando o calor do sol forte já iniciando seu declínio ao Oeste...

Fui à missa de manhã na pequena Capela...
Me emocionei pela simplicidade e pureza da fé do povo...
Rezei por mim e por minha família... Também lembrei da imensa fé de minha mãe...
Chorei de saudades de um tempo feliz que nunca pude viver...

Comidinha caseira feita com amor no fogão de lenha pela velha senhora dona da pensão humilde, mas extremamente limpa ... Dá até pra ver minha imagem refletida no vermelhão encerado do chão lustrado pelo pesado escovão de ferro...

Melancolia pelas lembranças da passada infância...
Nostalgia pela saudade do tempo que se foi...
Solidão pelo vazio na alma pela insegurança em busca do amor ...

Até quando este coração vai suportar a falta de um grande amor...
Uma Mulher Carinhosa e Sonhadora que seja a razão de minha paixão...
Até quando...

Pensamentos do Tio Vavá...
Em algum lugar dos sertões no interior do Brasil...

terça-feira, 16 de outubro de 2018

DEUS PROCURA

Esta é uma história verídica, narrada por John Powel, S.J., professor de Teologia da Fé, da Loyola University de Chicago, EUA:
Um dia, há muitos anos atrás, eu estava de pé na porta da sala, esperando meus alunos entrarem para nosso primeiro dia de aula do semestre. Foi aí que vi Tom, pela primeira vez. Não consegui evitar que meus olhos piscassem de espanto. Ele estava penteando seus cabelos longos e muito loiros que batiam uns vinte centímetros abaixo dos ombros. Eu nunca vira um rapaz com cabelos tão longos. Acho que a moda estava apenas começando nessa época.
Mesmo sabendo que o que importa não é o que está fora, mas o que vai dentro da cabeça, naquele dia eu fiquei um pouco chocado. Imediatamente classifiquei Tom com um” E “de estranho... muito estranho!”.
Tommy acabou se revelando o "ateísta de plantão" do meu curso de Teologia da Fé. Constantemente, fazia objeções ou questionava sobre a possibilidade de existir um Deus-Pai que nos amasse incondicionalmente. Convivemos em relativa paz durante o semestre, embora eu tenha que admitir que às vezes ele era bastante incômodo. No fim do curso, ele se aproximou e me perguntou, num tom ligeiramente irônico:
- O senhor acredita mesmo que eu possa encontrar Deus algum dia?
Resolvi usar uma terapia de choque: - Não, eu não acredito! -respondi.
- Ah! - ele respondeu - Pensei que era este o produto que o senhor esteve tentando nos vender nos últimos meses.
Eu deixei que ele se afastasse um pouco e falei, bem alto:
- Eu não acredito que você consiga encontrar Deus, mas tenho absoluta certeza de que Ele o encontrará um dia. Ele deu de ombros e foi embora da minha sala e da minha vida.

Algum tempo depois soube que Tommy tinha se formado e, em seguida, recebi uma notícia triste: ele estava com um câncer terminal. E antes que eu resolvesse se ia à sua procura, ele veio me ver. Quando entrou na minha sala, percebi que seu físico tinha sido devastado pela doença e que os cabelos longos não existiam mais, devido à quimioterapia. Entretanto, seus olhos estavam brilhantes e sua voz era firme, bem diferente daquele garoto que conheci.

- Tommy, tenho pensado em você. Ouvi dizer que está doente! - falei.
- Ah, é verdade, estou seriamente doente. Tenho câncer nos dois pulmões. É uma questão de semanas, agora.

- Você consegue conversar bem a esse respeito?
- Claro, o que o senhor gostaria de saber?

- Como é ter apenas vinte e quatro anos e saber que está morrendo?
- Acho que poderia ser pior.

- Como assim?
- Bem, eu poderia ter cinqüenta anos e não ter noção de valores ou ideais, ou ter sessenta anos e pensar que bebida, mulheres e dinheiro são as coisas mais "importantes" da vida.

Lembrei-me da classificação que atribuí a ele: "E" de "estranho" (parece que as pessoas que recebem classificações desse tipo, são enviadas de volta por Deus para que eu possa repensar o assunto).
- Mas a razão pela qual eu realmente vim vê-lo - disse Tom - foi a frase que o senhor me disse no último dia de aula. (Ele se lembrava!...)
Tom continuou: - Eu lhe perguntei se o senhor acreditava que eu encontraria Deus algum dia e o senhor respondeu 'Não', o que me surpreendeu. Em seguida, o senhor disse, "mas Ele o encontrará". Eu pensei um bocado a respeito daquela frase, embora na época não estivesse muito interessado no assunto. Mas quando os médicos removeram um nódulo da minha virilha e me disseram que se tratava de um tumor maligno, comecei a pensar com mais seriedade sobre a idéia de procurar Deus. E quando a doença se espalhou por outros órgãos, eu comecei realmente a dar murros desesperados nas portas de bronze do paraíso. Mas Deus não apareceu. De fato, nada aconteceu. O senhor já tentou fazer alguma coisa por um longo período, sem sucesso? A gente fica cansado, desanimado.
Um dia, ao invés de continuar atirando apelos por cima do muro alto atrás de onde Deus poderia estar... ou não... eu desisti, simplesmente. Decidi que de fato não estava me importando... com Deus, com uma possível vida eterna ou qualquer coisa parecida. E decidi utilizar o tempo que me restava fazendo alguma coisa mais proveitosa. Pensei no senhor e nas suas aulas e me lembrei de uma coisa que o senhor havia dito noutra ocasião: "A tristeza mais profunda, sem remédio, é passar pela vida sem amar. Mas é quase tão triste passar pela vida e deixar este mundo sem jamais ter dito às pessoas queridas o quanto você as amou.
Então resolvi começar pela pessoa mais difícil: meu pai. Ele estava lendo o jornal quando me aproximei dele: - Papai...eu disse.
- Sim, o que é? - ele perguntou, sem baixar o jornal.
- Papai, eu gostaria de conversar com você.
- Então fale.
- É um assunto muito importante!

O jornal desceu alguns centímetros, vagarosamente. 
- O que é? 
- Papai, eu o amo muito. Só queria que você soubesse disso.

O jornal escorregou para o chão e meu pai fez duas coisas que eu jamais havia visto: Ele chorou e me abraçou com força. E conversamos durante toda à noite, embora ele tivesse que ir trabalhar na manhã seguinte. Foi tão bom poder me sentar junto do meu pai, conversar, ver suas lágrimas, sentir seu abraço, ouvi-lo dizer que também me amava!... Foi uma emoção indescritível!
Foi mais fácil com minha mãe e com meu irmão mais novo. Eles choraram também e nós nos abraçamos e falamos coisas realmente boas uns para os outros. Falamos sobre as coisas que tínhamos mantido em segredo por tantos anos, e
que era tão bom partilhar. Só lamentei uma coisa: que eu tivesse desperdiçado tanto tempo, me privando de momentos tão especiais. Naquela hora eu estava apenas começando a me abrir com as pessoas que amava.

Então, um dia, eu olhei, e lá estava ELE. Ele não veio ao meu encontro quando lhe implorei. Acredito que estava agindo como um domador de animais que, segurando um chicote, diz: - Vamos, pule! Eu lhe dou três dias.. três semanas...
Parece que Deus não se deixa impressionar. Ele age a Seu modo e a Seu tempo. Mas o que importa é que Ele estava lá. Ele me encontrou... O senhor estava certo. Ele me encontrou mesmo depois de eu ter desistido de procurar por Ele.
Tommy - eu disse, bastante comovido - o que você está dizendo é muito mais importante e muito mais universal do que você pode imaginar. Para mim, pelo menos, você está dizendo que a maneira certa de encontrar Deus, não é fazendo Dele um bem pessoal, uma solução para os nossos problemas ou um consolo em tempos difíceis, mas sim se tornando disponível para o verdadeiro Amor. O apóstolo José disse isto: "Deus é Amor e aquele que vive no Amor, vive com Deus e Deus vive com ele".
- Tom, posso pedir-lhe um favor? Você sabe que me deu bastante trabalho quando foi meu aluno. Mas (aos risos) agora você pode me compensar por aquilo. Você viria à minha aula de Teologia da Fé e contaria aos meus alunos o que você acabou de me contar? Se eu lhes contasse não seria a mesma coisa, não tocaria tão fundo neles!
- Oooh!... eu me preparei para vir vê-lo, mas não sei se estou preparado para enfrentar seus alunos.
- Então, pense nisto. Se você se sentir preparado, telefone para mim.

Alguns dias mais tarde, Tom telefonou e disse que falaria com a minha turma. Ele queria fazer aquilo por Deus e por mim. Então marcamos uma data.
Mas, o dia chegou... e ele não pode ir. Ele tinha outro encontro, muito mais importante do que aquele. Ele se foi... Tom havia dado o grande passo para a verdadeira realidade. Ele foi ao encontro de uma nova vida e de novos desafios.
Antes de ele morrer, ainda conversamos uma vez.
- Não vou ter condições de falar com sua turma. - ele disse.
- Eu sei, Tom.
- O senhor falaria com eles por mim? O senhor falaria... com todo mundo por mim?
- Vou falar, Tom. Vou falar com todo mundo. Vou fazer o melhor que puder.

Portanto, a todos vocês que foram pacientes, lendo esta declaração de amor tão sincera, obrigado por fazê-lo.
E a você Tommy, onde quer que esteja, aí está: eu falei com todo mundo... do melhor modo que consegui. E espero que as pessoas que tiveram conhecimento desta história, possam contá-la aos seus amigos, para que mais gente possa conhecê-la...".
"OS AMIGOS SÃO O MEIO PELO QUAL DEUS GOSTA DE CUIDAR DE NÓS!...” QUE FALEMOS PARA AS PESSOAS QUE VERDADEIRAMENTE NOS AMAM: - EU TE AMO
“Não diga pra Deus que você tem um grande problema, diga pro seu problema que você tem um grande Deus”· (Júlio Heringer.)

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

A DOR DA ÁGUIA E O RENASCER DA FÊNIX

Dois textos que marcam profundamente a quem sofre ou já passou por um grande sofrimento...
Na história da águia, por volta dos 40 anos ela tem que se retirar para o alto de um penhasco, quebrar seu velho bico, arrancar as velhas penas, quebrar suas velhas garras e esperar quarenta dias de dor e fome para que tudo cresça novamente. Depois deste período de fome e dor, a águia volta aos céus majestosamente e vai à caça e impiedosamente mata suas vítimas que lhe servirão para matar a fome no longo período de recuperação.
Na história da Fênix, esta ave mitológica, ao passar por um longo período de grande sofrimento, incendeia-se a si própria transformando-se em cinzas, que ao nascer do novo dia renascem e se transformam em uma nova Fênix, agora portando o fogo como sua proteção absoluta, queimando tudo e todos que lhe fizeram sofrer...
Na história do ser humano, às vezes, o sofrimento é tão intenso que primeiro a gente se retira para um "penhasco - solidão" e destrói tudo que nos machuca e impede de viver bem e ao mesmo tempo queima aqueles sentimentos que nos causam sofrimentos...
O novo ser humano renovado e renascido de suas próprias cinzas torna-se muito forte e por outro lado extremamente incapaz de sentir e amar novamente... E o sorriso desaparecerá para sempre de sua vida...
A solidão do lobo nas estepes será sempre a sua companheira, as novas matilhas já não o atraem mais... Viver só e em um patamar acima da mediocridade humana tornar-se-á sua bandeira e sua fortaleza até que um dia esteja habilitado à conhecer as maravilhas do outro lado...
Pensamentos do Tio Vavá...